domingo, 23 de setembro de 2007




A CONGADA
Eu acho a congada , uma das manifestações folclóricas mais bonitas e ricas em detalhes, abaixo postei algumas das principais caracteristicas.. vale a pena conferir..

A CONGADA DE SÃO BENEDITO
possui aparência simples, em uma primeira visão superficial, apesar da indumentária vistosa e colorida de alguns homens, que dançam homenageando o «santinho dos pretos». Segundo esta visão, a Congada é para certas pessoas, somente uma dança que possui uma bonita «fantasia», «que lembra carnaval». Esta visão é muito cômoda e mantêm a uma certa distância confortável os que não querem ir além do superficial. Felizmente, outros ousaram ultrapassar esta barreira de uma abordagem superficial, como veremos a seguir. Na década de 50, o antropólogo José Loureiro Fernandes (1977), realizou uma importante pesquisa, valorizando etnograficamente pela primeira vez o folclore paranaense da Congada da Lapa, sendo sua publicação apoiada pela Fundação Nacional de Arte. Seu trabalho foi um importante esteio, que nos iniciou, auxiliando na compreensão da Congada e da devoção a São Benedito, razão principal da existência desta manifestação folclórica. Durante a nossa graduação na Faculdade de Educação Musical do Paraná, cursamos dentre outras, a disciplina de folclore, com o folclorista paranaense Inamy Custódio Pinto. Este folclorista dedicou-se à pesquisa da Congada paranaense na década de 70, e posteriormente, manteve bom relacionamento de amizade junto às famílias dos Congos lapeanos, almejando e compartilhando com estes, o desejo de reativação da Congada. A reativação da Congada foi lenta e gradual, tendo o seu reinício ocorrido a partir de 1994, com a eleição de Miguel Ferreira, para Rei da Congada e Presidente da Associação Pelourinho da Lapa. Foram retomados os ensaios da dança Congada, bem como a posse dos objetos e instrumentos musicais necessários para a sua realização, que estavam com a família do Rei anterior, o senhor Sebastião Quintino. Assim, houve o retorno vigoroso da Congada de São Benedito, culminando com várias apresentações em 1997, por ocasião das comemorações do cinqüentenário do Santuário dedicado a São Benedito da Lapa.

O tratamento e a análise da Congada da Lapa trazia em si um dilema, quanto à abordagem. Esta se caracterizava em um primeiro plano, como uma manifestação de dança, mas, na medida em que nos aproximávamos mais do objeto, percebemos sua multivocidade teatral, como auto permeado por ricas linguagens que a complementavam, poesia, música, religiosidade e historicidade.
Para fazer uma abordagem que valorizasse essa nova imagem, optamos por dar-lhe o tratamento de auto dramático – um auto de conversão, seguindo as pesquisas e afirmações de Alceu Maynard Araújo (1964, p. 215), que caracterizavam a Congada como «teatro catequético». Este encaminhamento proporcionou-nos a necessária visão de conjunto, ampliando a abordagem da pesquisa sobre esta manifestação folclórica, que se expressa pela sua unicidade e autonomia de representação, características de um auto.
Para ampliar a compreensão da Congada de São Benedito pesquisei sobre suas origens, para visualizá-la no cenário no qual é encenada. Isto possibilitou-nos levantar dados relevantes da história paranaense, para a compreensão do auto.
A partir do início do século XVIII, a construção da Estrada da Mata, passando pelos Campos Gerais do Paraná, propiciou o desenvolvimento da região, motivado pelo comércio entre Viamão e Sorocaba realizado pelos tropeiros. A cidade da Lapa surge na rota do caminho dos tropeiros, enquanto local de pouso dos viajantes.
Quando da constituição inicial do vilarejo, os moradores escolheram como padroeira local Nossa Senhora do Capão Alto, e, posteriormente ao ser elevada a categoria de vila, Santo Antonio passou a ser o novo padroeiro, permanecendo até os dias atuais.
A vila foi sendo constituída pela ação direta das famílias lapeanas, mas também graças à atuação direta de atores sociais anónimos que trabalhavam na condição de escravizados e agregados, desempenhando todas as funções necessárias para a manutenção dos sítios e fazendas da região.
Os proprietários e primeiros colonizadores eram de origem portuguesa, entre os costumes que trouxeram a religiosidade devocional aos santos católicos ocupava um lugar de destaque. A devoção popular aos santos católicos era praticada em capelas particulares situadas nas fazendas e em locais de fácil acesso aos lapeanos. Algumas dessas devoções mobilizaram a comunidade a se organizar em irmandades, como a irmandade do Santíssimo Sacramento, das almas, de São Miguel e a irmandade de São Benedito. Dentre essas, somente a irmandade de São Benedito ainda é atuante na cidade da Lapa.
A Congada da Lapa relembra o belo exemplo de vida, a de São Benedito, trazendo-o como protagonista do auto. São Benedito nascido na Itália, conquistou primeiramente o coração das populações simples da Sicília, em virtude dos milagres e graças que distribuía ainda em vida. Sua devoção foi trazida para o Brasil antes mesmo de sua beatificação, pela ordem dos franciscanos visando o incremento do catolicismo devocional entre os pobres e escravizados, segundo Alessandro Dell’Aira (1999), garantindo-lhes «um patrono aos negros deportados» (Dell’Aira 1999, p. 18).
Em nossa pesquisa descobrimos o nome do artesão, Joaquim Antonio de Souza Maya, apelidado de «peteca», que confeccionara a imagem de São Benedito e a doara para a Igreja Matriz, incrementando ainda mais a devoção a este santo. Segundo Mary Del Priore (1994), as festas assumiam na sociedade colonial também outras funções, além da função de diversão popular. Estas eram incentivadas pelo estado monárquico em virtude de diversas ocasiões e celebrações, com ou sem cunho religioso.
«O tempo da festa tem sido celebrado ao longo da história dos homens como um tempo de utopias. Tempo de fantasias e de liberdades, de ações burlescas e vivazes, a festa se faz no interior de um território lúdico onde se exprimem igualmente as frustrações, revanches e reivindicações dos vários grupos que compõem a sociedade».














































sábado, 22 de setembro de 2007

comidas do folclore - Pesquisa de imagens do Google

comidas do folclore - Pesquisa de imagens do Google
Curiosidades sobre comidas tipicas brasileiras

OS QUITUTES DO SERTÃO
O Sertão Nordestino é famoso por seus quitutes entre eles, pratos a brasa de carne de sol e charque e iguarias preparadas com macaxeira e batata-doce, a buchada de bode ser feito em outras regiões do Brasil. No Rio Grande do Norte a sopa de girimum com leite é chamada de alambriga é uma das receitas mais tradicionais.Buchada de bode é um dos pratos típicos do nordeste.

NOMES CURIOSOS
Alguns pratos têm nomes bem curiosos baião de duas comidas típicas Cearense nada mais e do que arroz cozido com feijão e toicinho o prato noTípico da região norte e um doce tipicamente brasileiro feito com leite de coco ovos e açúcar mata-fome apreciado em Pernambuco, e um pequeno bolo em forma de coco.SABOR APIMENTADOA Culinária Baiana é uma das mais saborosas e apreciadas do BrasilNão há quem visite a Bahia e deixe de provar o acarajé um bolinho preparado com feijão fradinho é servido com vatapá um creme temperado feito a brasa de peixe e crustáceos faz tanto sucesso que invade outras regiões do pais embora o baianos dizem que não existe acarajé como o da Bahia se você que pedir quente virá bastante apimentado se você não gosta de apimentado é melhor pedi-lo frio Xinxim de galinha, a moqueca de peixe, as cocadas são outras especialidades baianas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Catira uma dança Caipira

Baião

Maria Cachucha

Lundu

Jongo

Chegança ou Marujada

Cavalhadas

Folia de Reis

Quadrilha
Caracteristicas do folclore

A palavra folclore vem do inglês folk lore. Folk quer dizer povo e lore, estudo, conhecimento. Portanto, folclore é o estudo dos costumes e tradições de um povo. Esse termo foi criado pelo arqueólogo inglês William John Thoms (1803-1885), pesquisador da cultura popular européia. Em 22 de agosto de 1846, ele publicou um artigo com o título "Folk-lore", na revista The Athenaeum, propondo a criação do termo. Com isso, o dia 22 de agosto tornou-se data de referência do surgimento do termo folclore, que gradativamente foi incorporada a todas as línguas dos povos considerados civilizados.William John Thoms utilizava o termo folk-lore para indicar o conjunto de antiguidades populares. O conceito dirigia-se principalmente aos objetos da arte popular, o artesanato. Mas em seu famoso artigo, Thoms citava também usos, costumes, cerimônias, crenças, romances, refrãos e superstições dos tempos antigos.


LENDAS
O folclore brasileiro é rico em personagens mágicos. Esses seres que habitam o mundo dos mitos e lendas geralmente estão associados à natureza. Algumas dessas histórias chegaram aqui com os povos que colonizaram nossas terras, como os portugueses. Outras nasceram com os índios, súditos por excelência da mãe natureza. Há aquelas que são contadas há décadas e mais décadas sem que ninguém saiba ao certo como surgiram. Surgiram da necessidade que os povos tinham de explicar e justificar fatos e acontecimentos. Com características fantasiosas, impressionantes e surpreendentes, as lendas e os mitos foram o ponto de partida para os conhecimentos científicos. Conhecê-las é viajar pelo reino do folclore com o passaporte carimbado pela embaixada do sonho e da imaginação.

PERSONAGEM E FESTAS TIPICAS DO FOLCLORE

MARACATU

O maracatu nasceu entre os negros de Recife, da mistura do culto católico à Nossa Senhora com a devoção aos orixás das religiões africanas.
Atualmente, muitas das características sagradas e religiosas do folguedo desapareceram, e o maracatu é representado principalmente durante o carnaval.
A rainha Ginga tem nas mãos uma ou duas bonecas, chamadas calungas, que detêm os segredos e mistérios da festa. No carnaval, o maracatu desfila com a rainha e as damas de honra, que são acompanhadas pelo rei, chamado Dom Henrique, por seus cavaleiros e pelo rei Tupi.


CARNAVAL

O carnaval é a maior festa popular do Brasil. Adultos e crianças caem na folia, com fantasias e máscaras, nos dias dedicados à diversão e às brincadeiras. O feriado oficial é na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas.
Em Portugal, ele foi chamado de “entrudo”, pois ocorria antes da entrada na Quaresma.
Personagens característicos e tradicionais do carnaval:


MOMO


Segundo a mitologia greco-romana, Momo era o filho do sono e da noite e sua função era cuidar das ações dos deuses e dos homens.De acordo com a história da Arte, era o ator que representava nas peças populares do teatro. Originou-se dos bobos encarregados de divertir os senhores portugueses com mímicas e farsas populares.
ARLEQUIM


Personagem da antiga comédia italiana, que tinha a função de divertir o público com piadas nos intervalos das apresentações. Amante de Colombina
COLOMBINA

Companheira de Pierrô. Namoradeira, alegre, bela, esperta. Vestia-se de seda ou cetim branco e usava saia curta e bonezinho.
PIERRÔ

Usava calça e casaco bem largos, este de grande gola franzida e enfeitado com pompons. Pierrô é o personagem ingênuo e sentimental do carnaval.
FESTAS JUNINAS
As festas juninas são comemoradas no mês de junho e são feitas em homenagem a três santos da Igreja Católica:


Santo Antônio — 13 de junho São João — 24 de junho São Pedro — 29 de junho

Parece que a tradição de fazer grandes festas no mês de junho existe desde a época em que nossos antepassados deixaram de viver apenas como caçadores e passaram a se dedicar à agricultura.
Na Europa, depois de um inverno sempre longo, os primeiros sinais do verão e da volta do calor aparecem no mês de junho e, nessa época, começaram a ser feitas enormes festas, com grandes fogueiras, muita comida, bebida, cantos e danças, para agradecer aos céus pela chegada do verão e para pedir uma boa colheita.
Com o tempo, essas festas começaram a ter padroeiros e, finalmente, incorporaram os santos da Igreja Católica. A tradição de homenagear os santos católicos em grandes festas foi trazida ao Brasil pelos portugueses e, depois, por outros imigrantes, principalmente os italianos.
Santo Antônio - 13 de junhoSanto Antônio, que se chamava Fernando de Bulhões antes de se tornar membro da Ordem de São Francisco, nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195, e morreu perto da cidade italiana de Pádua em 13 de junho de 1231.
No Brasil, é um dos santos mais populares e considerado o “santo casamenteiro”, além de ser o padroeiro de quase 230 cidades.
São João - 24 de junho São João Batista recebeu esse nome porque batizava as pessoas no Rio Jordão, poucos anos antes do ano zero da Era Cristã. Foi ele que, segundo a tradição católica relatada na Bíblia, batizou Jesus, cuja chegada ele profetizava com paixão. No ano de 28, a sua cabeça foi cortada e servida numa bandeja a Salomé, que havia pedido isso ao ditador Herodes.
Existe uma tradição popular que diz que São João passa o dia inteiro de sua — festa 24 de junho — dormindo e, se acordasse, não resistiria ao clarão das fogueiras e desceria do céu para festejar também, o que provocaria a destruição do mundo pelo fogo.
São Pedro - 29 de junho São Pedro foi o apóstolo a quem Jesus entregou as chaves do reino dos céus e o escolhido para construir a Igreja Cristã. Seu nome era Simão e ele recebeu de Jesus o nome Pedro, que significa "rocha". Embora não se saiba com certeza, é provável que ele tenha morrido crucificado em Roma, na época do imperador Nero, por volta do ano 64.
Em 1950, o túmulo de São Pedro foi encontrado embaixo da enorme basílica que leva seu nome, no Vaticano.


quarta-feira, 12 de setembro de 2007